http://refugiosdefelicidade.blogspot.com/As histórias do Tigy são as histórias de sua mãe.
A imaginação de uma criança feliz que, geneticamente, adquiriu o mesmo gosto da mãe pelos amigos imaginários.
Tu mana, tinhas a Paula e o Pedro que eu, de bicicleta, atropelava em gestos de pura infantilidade.
Digo hoje que seriam os cíumes de não entrar nessas tuas brincadeiras porque não fui para além dos sonhos.
A imaginação é o saber transportar para a realidade os sonhos - e tu, nisso sempre foste exímia!
O que temos em comum? Ambas falamos ao espelho, como se a nossa imagem aí reflecida fosse para além de nós.
Confesso que essas conversas são sábias!
Quantas vezes me rio de mim mesma! E tal não é um gesto de loucura, não!
É antes e somente o aceitarmo-nos como somos e acharmo-nos conselheiras de nós mesmas.
E já viste que a vida nos cerca das pessoas do nosso imaginário?
A importância que têm na tua vida real a mãe Paula e o Pedro!
Vives actualmente com esses amigos reais apesar de ter a certeza que não deixaste os amigos imaginários porque esses são-te intrínsecos. Talvez o quotidiano tenha criado um afastamento, tal como acontece nas reais amizades que nem sempre estão ao nosso lado mas estão sempre presentes.
Tão enfadonha seria a tua vida sem essa tua imaginação!
Que bom para o Tigy ter com quem partilhar essa amizade com o Manel.
Que bom para ti reveres no teu filho a tua doce infância!


1 comentários:
Lendo-te sempre. Comentando agora: a imaginação é uma tábua de salvação, uma fuga, um porto de abrigo, uma capacidade, uma sorte, uma tentativa repetida de ir mais longe. Dela uso e abuso para tornar tudo mais leve, tantas vezes mais suportável até. Levem-me tudo menos a minha imaginação. Que mais posso desejar para um filho meu?
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